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Bancos públicos alegadamente financiaram fazendas em terra Indígena com isolados

Foto: povo Uru-Eu-Wau-Wau

Segundo matéria publicada hoje pela Globo, entre 2018 e 2023, bancos públicos injetaram R$ 1,8 milhão em recursos federais para financiar a pecuária em imóveis rurais que se sobrepõem à terra indígena Uru-Eu-Wau-Wau, em Rondônia, habitado pelos povos Amondawa, Jupaú, Oro Win, Kabixi, Juma e por grupos de indígenas em isolamento voluntário, como os Wyrapararekuara e Jurureí, que utilizam essas serras como refúgio e fonte de água.

Segundo a matéria, a liberação das verbas estatais, concedida majoritariamente pelo Banco do Brasil com juros subsidiados via Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), apoiou-se em inconsistências fundiárias, falhas de monitoramento e alterações no Cadastro Ambiental Rural (CAR) para sustentar cerca de 20 mil cabeças de gado na área de conflito conhecida como Gleba Burareiro, ignorando a presença dos povos isolados enquanto impasse da desintrusão segue paralisado no Supremo Tribunal Federal (STF).